segunda-feira, 22 de maio de 2017

INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS

   è Atribuições do farmacêutico na indústria

Produção
O farmacêutico responsável pela produção deve cumprir e/ou fazer cumprir as Boas Práticas de Fabricação (BPF) em todas as etapas da produção, evitando o risco de contaminação cruzada por troca ou por mistura de produtos.

Garantia da Qualidade
Coordena a validação de processos, validação de limpeza, calibração, qualificação de equipamentos e de instrumentos analíticos, além de avaliar e acompanhar a execução dos programas de treinamento em BPF, capacitando colaboradores de diversos setores;

Controle de Qualidade físico-químico e microbiológico

É responsável por realizar ou coordenar as análises físico-químicas e microbiológicas, aprovando ou rejeitando matérias-primas, produtos semiacabados e acabados, e materiais de embalagem, inclusive os que são produzidos por empresas terceirizadas;

Pesquisa Clínica
O farmacêutico participa da elaboração de protocolos de pesquisa de desenvolvimento de novos medicamentos e de novos produtos cosméticos, integrando também estudos de farmacovigilância e cosmetovigilância destes produtos.

Farmacovigilância
Realiza atividades relativas à detecção, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou quaisquer outros possíveis problemas relacionados aos medicamentos (incluindo fitoterápicos, produtos biológicos e vacinas);

Cosmetovigilância
Realiza atividades relativas à detecção, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou quaisquer outros possíveis problemas relacionados aos produtos cosméticos (incluindo perfumes e produtos de higiene pessoal).

Tecnovigilância
Que visa à segurança sanitária de produtos para saúde pós-comercialização (equipamentos, materiais, artigos médico-hospitalares, implantes e produtos para diagnóstico de uso in-vitro).

Assuntos Regulatórios
O farmacêutico atuante neste setor coordena e/ou elabora os processos e os relatórios técnicos para registro dos produtos junto aos órgãos sanitários, elaborando e adequando os dados de registro de novos produtos e alterações dos já existentes;

Inovação, pesquisa e desenvolvimento
Realiza estudos de estabilidade físico-química e microbiológica das formulações aprovadas em laboratório, relatório contendo todas as características do produto a ser desenvolvido que atenderá às necessidades do consumidor.
A mudança impõe testes de bioequivalência farmacêutica, biodisponibilidade aos medicamentos que já estão no mercado (segundo a ANVISA), as exigências de boas práticas de fabricação e parâmetros de qualidade são iguais para todos os produtos.
MEDICAMENTO GENÉRICO E SIMILAR 

Desenvolvimento de embalagem
Priorizar procedimentos necessários para se evitar a contaminação.

Acesso a mercados farmacêuticos
Não se envolve, geralmente, com questões comerciais (preços e volumes negociados).
Exerce funções sempre com argumentos técnicos baseados em evidências científicas.
RENOVAÇÃO CONSTANTE

História da indústria de produtos veterinários
A cadeia produtiva farmacêutica veterinária é idêntica à farmacêutica humana, ou seja, pode ser representada por quatro elos, conforme o conjunto de atividades e as competências tecnológicas envolvidas em cada um deles, sendo: Pesquisa e Desenvolvimento; Produção de Farmoquímicos; Produção de Especialidades Farmacêuticas; Marketing e Vendas.

DENISE RIBEIRO MATOS
VANESSA MARTINEZ DA SILVA
22/05/2017

terça-feira, 9 de maio de 2017

RESÍDUOS E GESTÃO AMBIENTAL

       O farmacêutico e a sociedade devem ter a consciência de que a educação ambiental é essencial e crucial para o desenvolvimento sustentável, a fim de resultar em uma população mais saudável e menos dependente do uso de medicamentos.

GESTÃO DE RESÍDUOS E O FARMACÊUTICO

Lei Federal nº 12.305, de 02 de agosto de 2010,instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
Elaboração, implementação e treinamento do PGRSS, instituído por meio da RDC nº 306/2004.

Geração de resíduos sólidos - RDC nº 306/2004.

Serviços de atendimento à saúde.
Serviços de medicina legal, drogarias e farmácias, estabelecimentos de ensino.
Pesquisa na área de saúde, indústria farmacêutica

Etapas do Gerenciamento de Resíduos

   Identificação dos Resíduos, Acondicionamento dos Resíduos, Coleta e Transporte Interno, Armazenamento Temporário de Resíduos, Armazenamento Temporário Externo,Coleta e Transporte Externo.

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas


üAntecipação e reconhecimentos dos riscos;
üEstabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
üAvaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
üImplantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
üMonitoramento da exposição aos riscos;
üRegistro e divulgação dos dados.
PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO)
EXAMES MÉDICOS:
üAdmissional;
ü Periódico;
üRetorno ao trabalho;
üMudança de função;
üDemissional

       O farmacêutico está apto a ser responsável pela elaboração, implantação, coordenação e treinamento do Plano de Gerenciamento de Resíduos em Serviços de Saúde (PGRSS), bem como atuar em equipe multiprofissional.

Os programas de coletas de medicamentos em desuso ou vencidos da população devem ser contemplados no PGRSS.

                                                                                                Natanieli Santos,  Rosena Silva

Pesquisa Clínica

 A pesquisa é um dos processos de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novo conhecimento ou colaborar com algum conhecimento pré-existente, é basicamente um processo de aprendizagem.

ü Também conhecida como ensaio clínico ou estudo clínico;

ü É qualquer investigação em seres humanos;

ü Tem o intuito de descobrir efeitos clínicos, farmacológicos e outros efeitos farmacodinâmicos de um produto;

ü Identificar qualquer evento adverso a este, estudar a absorção, distribuição, metabolismo e excreção de produtos medicamentosos com o objetivo de averiguar sua segurança ou eficácia.

Fases da Pesquisa Clínica

     O desenvolvimento de um novo fármaco pode demorar de 8 a 15 anos e o investimento pode ultrapassar a quantia de US$ 1 bilhão. O processo começa com a descoberta de uma nova molécula e seu registro nos órgãos competentes, momento em que se inicia o período de patente. Estima-se que, para cada 10 mil novas moléculas, somente uma chegue ao mercado como medicamento.

ü  Fase pré-clínica:  fase da descoberta de uma molécula, nessa etapa, a nova molécula é testada em animais ou em in vitro.

ü Fase clínica: quando se inicia os estudos em seres humanos.

    O fim último da pesquisa é dignificar o ser humano.


                                                                                         Itagiane Borges e Jéssica Maron


 









terça-feira, 25 de abril de 2017

Seminário de Farmácia Hospitalar

    FARMÁCIA HOSPITALAR
´“a farmácia é uma unidade clínica de assistência técnico‑administrativa, dirigida por profissional farmacêutico,integrada funcionalmente e hierarquicamente às atividades hospitalares”
´”seleção de medicamentos, a aquisição e o controle dos medicamentos selecionados e o estabelecimento de um sistema racional de distribuição que assegure que o medicamento prescrito chegue ao paciente na dose correta. Para tal é vital a implantação de um sistema de informações sobre medicamentos que permita otimizar a prescrição”
                                              Conforme as definições do Conselho Federal de Farmácia, a partir da Resolução nº 492 (2008)



JARDEL BORGES DE VARGAS

sábado, 22 de abril de 2017

A partir de maio, o Ministério da Saúde fechará as portas das 393 farmácias próprias em todo Brasil. A decisão do governo ilegítimo de Michel Temer, anunciada no início de abril, tem preocupado às famílias que dependem desses medicamentos fornecidos de forma gratuita ou com até 90% de desconto.
No bairro carioca de Quintino, na zona norte do Rio, a operadora de caixa, Jaqueline Vieira se uniu aos vizinhos para realizar um abaixo-assinado e tentar impedir o fim desse benefício, implementado pelo governo Lula em 2004. “Pedimos a todas as pessoas para assinar e contribuir com essa campanha, mesmo aquelas que não dependem de remédio, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã”, afirma Jaqueline. Ela diz ainda que acompanha de perto o drama de quem depende do programa para sobreviver. “Aqui no nosso bairro tem muitas pessoas carentes que não têm condições de comprar remédios caros. Minha vizinha tem uma criança que é deficiente física e depende dos medicamentos que ela retira na Farmácia Popular do governo. E já tem alguns medicamentos que estão em falta em muitos lugares”, explica.
O programa Farmácia Popular funciona de duas formas. Uma delas é quando o governo financia remédios da rede privada de farmácias. O paciente vai com a receita em qualquer farmácia que participa do convênio com o governo federal e recebe um desconto na hora da compra. Nesse caso são 25 remédios na lista do programa.
A outra forma é retirando o medicamento em farmácia própria do programa, que é um estabelecimento público gerenciado diretamente pelo Ministério da Saúde. A diferença é que nessas Farmácias Populares do governo lista soma112 medicamentos. Atualmente, o programa atende cerca de 10 milhões de brasileiro todos os meses, segundo dados do governo federal.
Desse modo, com fim da rede própria do programa Farmácia Popular os pacientes deixarão de receber mais de 100 tipos de remédios. Quem mais sofrerá com o desabastecimento serão as famílias pobres do interior dos estados. “Nas grandes cidades existem mais recursos, onde os governos estaduais e municipais também fornecem alguns dos medicamentos. Mas, no interior é diferente, às vezes a Farmácia Popular é a única opção para conseguir alguns remédios caros de uso contínuo”, explica o médico de família Stephan Sperling, da Rede de Médicos e Médicas Populares.
Governo federal agrava crise no Rio
A Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro denunciou essa semana a “omissão do governo federal” na compra e distribuição de dois medicamentos de alto custo. A falta dos remédios, que deveriam ser enviados pelo Ministério da Saúde, tem obrigado o governo do estado a pagar pelo tratamento de pacientes renais crônicos, que não respondem à terapia convencional. Entre 2011 e 2015 foram gastos R$ 18,7 milhões para atender as 2 mil pessoas cadastradas como dependentes das duas substâncias.
Diante dessa situação e da crise econômica do estado, nove defensores públicos estaduais e federais entraram com uma ação na Justiça pedindo que em 15 dias o Ministério da Saúde repasse doses suficientes para 90 dias de tratamento desses pacientes e mantenha o abastecimento regular do estado.
“Isso demonstra que a judicialização da saúde é, muitas vezes, a única forma de os cidadãos terem acesso aos medicamentos e serviços de que necessitam e terem garantido seu direito à saúde”, explica a coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria do Rio de Janeiro, Thaísa Guerreiro, uma das autoras da ação.
O governo Temer tem até o dia 2 de maio para dar uma resposta oficial à ação judicial, protocolada pela Defensoria Pública do Rio.
Edição: JulianaalGonçalves

Valeria Maciel

terça-feira, 18 de abril de 2017


Farmácia Clínica

  

Segundo ASHP (associação de farmacêuticos clínicos dos Estados Unidos, na sigla em inglês): ‘ciência da saúde cuja responsabilidade é assegurar, mediante a aplicação de conhecimentos e funções relacionados ao cuidado dos pacientes, que o uso dos medicamentos seja seguro e apropriado; necessita, portanto, de educação especializada e interpretação de dados, da motivação pelo paciente e de interações multiprofissionais. 

Nesse sentido, a Resolução n°585, de 2013, do Conselho Federal de Farmácia, define a farmácia clínica como área da farmácia voltada à ciência e prática do uso racional de medicamentos, na qual os farmacêuticos prestam cuidado ao paciente, de forma a otimizar a farmacoterapia, promover saúde e bem-estar e prevenir doenças. Esta prática pode ser desenvolvida em hospitais, ambulatórios, unidades básicas de saúde, farmácias comunitárias, home care, entre outros locais. Sendo assim, a prática da farmácia clínica em hospitais, públicos ou privados, compreende o julgamento e a interpretação na coleta de dados necessários para individualização da farmacoterapia, com ação integrada à equipe de saúde. Pode ser desenvolvida por meio da prestação de serviços farmacêuticos direcionados aos pacientes (provedor do cuidado) e também serviços voltados à equipe de saúde (consultor).  

O farmacêutico clínico é o profissional que participa ativamente na assistência ao paciente e está inserido na equipe multiprofissional.  Para o desenvolvimento da farmácia clínica, é essencial que o farmacêutico possua os seguintes conhecimentos técnicos:

• Farmacologia/Farmacoterapia;

• Farmacotécnica;

• Farmacocinética e Farmacodinâmica;

• Fisiologia;

• Interpretação de Exames Laboratoriais.

Estes pré-requisitos podem contribuir para que o farmacêutico exerça suas atividades com autonomia e baseado em princípios éticos, visando sempre a proteção, promoção e recuperação da saúde, além de prevenir doenças e outros problemas de saúde.

As atribuições clínicas do farmacêutico no Brasil definidas na Resolução do CFF n° 585/2013 têm como objetivo atender às necessidades de saúde do paciente, da família, dos cuidadores e da comunidade. Nesse sentido, o farmacêutico tem a responsabilidade de aplicar conhecimentos que promovam saúde e bem-estar a todos os envolvidos.

E em conformidade com as atribuições, o farmacêutico clínico pode desempenhar as seguintes atividades:


  • Atenção farmacêutica  - orientação ao paciente
                                                - uso racional do medicamento      
  • Consulta  - anamnese
                          - prescrição  
                        
                          - evolução de prontuário
  • Análise de exames laboratoriais

  • Farmacoterapia  -  Cronofarmacologia
                                      - Ajuste da dose


                                      - Adequação de formas


                                       - Conciliação medicamentosa


                                       - Incompatibilidade medicamentosa


                                       - Reação adversa


                                       - Interação medicamentosa   -  farmacodinâmica
                                                                                     
                                                                                        -  farmacocinética

  • Monitoramento de fármacos

  • Farmacovigilância

  • Protocolos clínicos

  • Participação em comissões hospitalares

  • Educação continuada

“A clínica é o que move os cuidados farmacêuticos. É a sua essência.”

Fontes:
1. Farmácia Clínica, Cartilha da Comissão de Farmácia clínica <http://portal.crfsp.org.br/index.php/publicações>
2. Pharmacia Brasileira, Atribuições clínicas do farmacêutico 
<http://www.cff.org.br/revista.php>

Juliana Sammario Lelling 


























Drogaria
  • Farmácia - estabelecimento de manipulação de fórmulas magistrais e oficinais, de comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, compreendendo o de dispensação e o de atendimento privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assistência médica;
  • Drogaria - estabelecimento de dispensação e comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais.

Farmácia sem Manipulação ou Drogaria
 Segundo a OMS (1996), os farmacêuticos comunitários são os profissionais de saúde mais acessíveis à população. Além de assegurar estoques suficientes dos medicamentos apropriados, as atividades profissionais dos farmacêuticos incluem o aconselhamento dos pacientes no ato de dispensar medicamentos com ou sem receita; o fornecimento de informações sobre os medicamentos aos profissionais de saúde, aos pacientes e ao público em geral; participação em programas de promoção de saúde e constante articulação com outros profissionais de atenção primária à saúde.

Você Sabia?

*A primeira farmácia da cidade de São Paulo foi construída em 1796, no atual Vale do Anhangabaú. Nesse período, os medicamentos eram, em sua grande maioria, plantas medicinais.
*No século XVI, os boticários eram cristãos-novos que fugiam da Inquisição ou que tinham sido deportados pelo Tribunal do Santo Ofício.

 *O farmacêutico John Pemberton criou, em 1886, em Atlanta, o “Tônico para o Cérebro”, hoje conhecido como Coca-Cola.

 *Embora não tenha exercido a profissão por muito tempo, o grande poeta e escritor Carlos Drummond de Andrade também era farmacêutico.
 * O farmacêutico paulista Luiz Manuel Queiroz instalou em São Paulo a primeira fábrica de ácido sulfúrico do país.

 * Monteiro Lobato define: “O papel do farmacêutico no mundo é tão nobre quanto vital. O farmacêutico representa o elo entre a medicina e a humanidade sofredora. É o atento guardião do arsenal com que o médico dá combate às doenças”.

* O símbolo da farmácia teve sua origem na antiguidade, sendo parte das histórias da mitologia grega. Este símbolo ilustra o poder (cobra) e a cura (taça).

 * A borracha sintética foi descoberta pelo farmacêutico alemão Fritz Hoffmann. 

* A primeira Escola de Farmácia do Brasil foi criada na cidade de Ouro Preto (MG), pela Lei Mineira 140, de 4 de abril de 1839, sancionada pelo Conselheiro Bernardo Jacinto da Veiga.


Adeline Fonseca da Silva
Cauane da Silva Melo